Segunda-feira, Junho 30, 2008

nasbancas
Os Leões de Bagdá
Simplesmente formidável!

O roteirista/quadrinhista Brian K. Vaughan despontou nos quadrinhos com Y - O Último Homem e logo foi contratado pelas grandes Marvel e DC para desenvolver novos projetos. Daí, saíram o excelente Ex Machina, pela casa do Superman, e Fugitivos, pela casa das idéias.

Depois de ganhar um prêmio Eisner (o Oscar dos quadrinhos), pular para outras mídias foi só questão de tempo e Vaughan hoje é roteirista e produtor da série televisiva Lost e adapta para o cinema sua criação Y - O Último Homem.

Seu texto é caracterizado por uma dramaticidade e questionamentos mais comuns a romances do que a HQs, mas sua agilidade em se adaptar ao universo dos super-heróis garantiu a ele certo destaque na nova geração de roteiristas.

Ainda com os pés no quadrinhos alternativos, seu berço, Vaughan lançou no final de 2006 a graphic novel Pride of Baghdad (batizada por aqui de Os Leões de Bagdá), no qual relata a história de quatro leões passeando pela capital do Iraque durante o bombardeio americano.

E criou umam pequena obra-prima travestida de fábula.

Os Leões de Bagdá é simplesmente formidável - seja pelo texto de Vaughan ou pelos desenhos do pouco conhecido ilustrador Niko Henrichon. E o roteiro é baseado numa história real - realmente, quatro leões conseguiram escapar do zoológico iraquiano durante o bombardeio de 2003.

Como no desenho O Rei Leão, os animais aqui também falam. Mas diferente de um fábula dirigida a crianças, há questionamentos e observações a respeito da relação do homem com a vida animal e a estupidez da guerra mostrados cruamente.

Pode-se dizer que Os Leões de Bagdá é algo como os horrores da guerra através dos olhos de quatro animais. Mas talvez dizer isso diminua o valor dessa obra fenomenal. Vale mais do que a pena conferir.

Formato Americano (17 x 26cm)
140 Páginas
Papel Couché
Capa Dura

Quarta-feira, Junho 25, 2008

O Cavaleiro de Gotham
Cinco minutos da nova animação

Um vídeo com cinco minutos de um dos seis episódios de Batman - O Cavaleiro de Gotham está disponível na web.

A animação dirigida por seis grandes nomes do animé chega às lojas americanas no mês que vem, antecipando o novo filme do homem-morcego, e faz uma ponte entre Batman Begins e O Cavaleiro das Trevas.

Confira o vídeo logo abaixo.

Danç-Êh-Sá - Tom Zé
Álbum do músico maluco pra baixar de graça

A gravadora Trama lançou hoje o que ela chama de "primeiro álbum virtual" do país.
Trata-se de Daç-Êh-Sá (Dança dos Herdeiros do Sacrifício) - O Fim da Canção Ao Vivo, do maluquete Tom Zé.

O disco é também o primeiro do projeto Trama Álbum Virtual, que promete disponibilizar trabalhos de artistas brasileiros de graça para o consumidor final, mas com remuneração para seus autores - Danç-Êh-Sá, por exemplo, foi patrocinado pela VR (aquela mesma do vale refeição).

Estão na lista dos próximos lançamentos os novos trabalhos de Ed Motta, Cansei de Ser Sexy e Jair Rodrigues, além de coletâneas da gravadora e trilhas sonoras de filmes.

Clique aqui, se cadastre e baixe o disco. E corra porque o álbum ficará disponível por tempo limitado.

Terça-feira, Junho 24, 2008

O Cavaleiro das Trevas
"Eu amo esse trabalho!"

O explosivo sexto spot para TV de Batman - O Cavaleiro das Trevas já pipocou na web. Sem muita conversa, confira logo antes que tirem do ar.

E preste bastante atenção na pessoa que desce na batcaverna - será o Coringa?!

Batman - O Cavaleiro das Trevas estréia mundialmente em 18 de julho.

Domingo, Junho 22, 2008

Indiana Jones e o Reino
da Caveira de Cristal
O exercício da nostalgia

Primeiro, tenho que pedir desculpas pelo atraso. Já se passou mais de um mês da estréia da nova aventura do arqueológo mais heróico do cinema e este texto, até ontem, não passava de um mero rascunho.

Tanta aparente desatenção dá a entender que eu não gostei do filme. Mas não foi isso. Mais de US$ 300 milhões de arrecadação nas bilheterias mundiais, duas sessões e algumas reclamações depois, eis que me senti forçado a terminar a crítica de Indiana Jones e o Reino Caveira de Cristal.

O quarto filme do professor Henry Jones Junior, sob a batuta de Steven Spielberg, George Lucas e da mesma equipe por trás de Os Caçadores da Arca Perdida não poderia ser mais delicioso.

Há um clima nostálgico permeando a produção do início ao fim. Aí você me diz, "mas a série sempre foi um exercício nosltágico, adaptando os antigos seriados de cinema para os novos tempos". É verdade.

Mas agora a nostalgia parte dos olhares do próprio elenco. Todos parecem encantados em estar reunidos de novo, quase 20 anos depois, e por fazerem parte de um filme em que é evidente que o prazer foi o elemento principal.

O filme começa em algum lugar no deserto de Nevada, em 1957, 18 anos após A Última Cruzada. A melodia ácida de "Hound Dog", cantada por Elvis Presley, dá o tom de choque espaço/tempo da primeira cena - uma estrada no meio do nada, cheia de veículos militares e alguns carros com garotos saídos de algum filme de James Dean, dispostos a fazer um racha.

Se você entender essa cena, entendeu todo o filme de Spielberg e Lucas. Diversão é a palavra de ordem. Pegue o balde de pipoca e o refrigerante e esqueça do mundo real por duas horas recheadas da melhor aventura, ação e comédia em cartaz hoje.

Da primeira aparição de Harrison Ford na tela (velho que só o diabo) até o surgimento de Karen Allen como Marion, com "aqueles" olhar e sorriso, a aventura é só prazer - para os fãs da série e para os não fãs, que certamente vão correr para assistir os filmes anteriores.

Os novatos (na cinessérie) Shia LaBeouf (perfeito) e Cate Blanchet (fenomenal) não fazem feio e quase chegam a roubar a cena em boa parte do filme - e isso só não acontece porque o roteiro é muito bem amarrado.

Com ajuda dos dublês, Ford não faz feio como o explorador ousado, mas envelhecido. Numa cena, chega a apanhar como cachorro sem dono, remetendo a uma luta do primeiro filme, mas atualizada pela idade avançada do personagem.

Na trama, uma equipe russa busca em solo americano um artefato que leva a um mistério escondido na América do Sul. KGB, corrida armamentista, sorveterias, blusões de couro, motocicletas, tribos extintas, dardos envenenados e até uma homenagem ao bom e velho Tarzan. É formidável.

Em alguns momentos, Indiana Jones e o Reino Caveira de Cristal parece ter sido realmente feito nos anos 80 - tem seus exageros, seu humor, sua pouca pretensão. E, a despeito dessa década renegada pelos críticos ter sido boa ou ruim, isso é um elogio dos melhores.

Viva o cinema despretensioso. Viva Spielberg e Lucas. E que venha mais um.

Terça-feira, Junho 17, 2008

O Cavaleiro das Trevas
Trailer alternativo?!

Está lá no YouTube, intitulado de trailer alternativo. Parece mais uma prévia que não foi aprovada pelo estúdio.

Não chega a empolgar tanto quanto o trailer oficial, mas vale pelas imagens novas de Harvey Dent e do morcegão.

É só clicar no player abaixo.


Segunda-feira, Junho 16, 2008

DC 70 Anos
As Melhores Histórias do Superman
NEM A PAU!

Na última sexta-feira, chegou às bancas o primeiro volume da coleção DC 70 Anos, uma série em seis volumes com coletâneas dos principais personagens da DC Comics - isso no ano em que a editora americana completa 70 anos de publicação no Brasil.

Como não poderia deixar de ser, o primeiro número traz o Superman como personagem central e o subtítulo de As Maiores Histórias do... Mas não se engane. A seleção está longe de ser o melhor do kriptoniano nos quadrinhos.

A introdução do produtor e estudioso norte-americanos de quadrinhos Michael Uslan já deixa claro que são algumas das histórias preferidas de alguém lá da DC - e não necessariamente as melhores ou mais importantes do personagem.

Na minha nada humilde opinião de fã (leio Superman desde os anos 1970), a despeito de duas ou três seleções, a revista apresenta algumas das piores histórias do Superman - analisando pelo simples argumento de Uslan de que são "histórias boas de ler".

Não estão lá marcos importantíssimos da mitologia do homem de aço, como "Para o Homem Que Tem Tudo" ou "A Última História do Superman", ambas escritas pelo mestre Alan Moore e que dão uma perspectiva mais profunda do personagem.

Também não está lá a última história escrita e desenhada pelo canadense John Byrne à frente da revista Superman, em que o então último filho de Krypton decide executar três vilões kriptonianos de um planeta Terra de outra dimensão - talvez a história mais importante do período de reformulação.

Também não está lá nenhuma das histórias ilustradas pelo mestre José Luiz García Lopez, espanhol naturalizado argentino que, antes de Byrne, modernizou o visual do homem de aço no final dos anos 1970 e início dos 1980.

Nem mesmo a primeira edição de Action Comics está na coletânea. Ou A Morte do Superman, que, a despeito da qualidade, foi um evento que tomou de assalto outras mídias no mundo inteiro.

Posso citar inúmeras aventuras do Superman que poderiam estar numa revista com o título de "As Maiores Histórias". Mas não sou eu quem as escolhe. O editor da DC na Panini poderia muito bemm ter ousado e descartado a seleção da coleção americana.

E que venha a edição número dois, com o Laterna Verde.

Coleção DC 70 Anos
Formato americano
192 páginas
R$ 22,00
Stan Winston 1946-2008
Morre o mago dos efeitos especiais

Mais um que se vai cedo demais.

Stan Winston, o homem por trás dos efeitos especiais, animatrônicos e maquiagem de O Exterminador do Futuro 2, Predador, Jurassic Park e, mais recentemente, de Homem de Ferro, morreu ontem, dia 15, em Los Angeles, Califórnia.

Winston, que ganhou três Oscar, morreu na tarde do domingo em sua casa. Ele lutava contra um mieloma múltiplo há sete anos.

Atualmente, ele trabalhava como supervisor de efeitos especiais em Comandos em Ação, na nova trilogia do Exterminador do Futuro, em Shutter Island, novo de Martin Scorcese, e em Avatar, novo filme de James Cameron.

Ele tinha apenas 62 anos.
Justiceiro: Zona de Guerra
Confira o teaser da nova adaptação

O teaser-trailer da nova adaptação do anti-herói Justiceiro, agora vivido por Ray Stevenson (Roma), já caiu na rede - uma surpresa até para a diretora da produção.

E parece que finalmente o personagem vai ganhar uma adaptação à sua altura. Muitos tiros, cenas estilizadas, mais tiros e um Frank Castle psicótico, com cara de... Frank Castle.

Justiceiro: Zona de Guerra estréia em 5 de dezembro e foi dirigido pela quase estreante Lexi Alexander (Hooligans).

Confira logo abaixo.

Sexta-feira, Junho 13, 2008


conferido!
O Incrível Hulk
Filme acerta na pancadaria, mas é só três estrelas

O Incrível Hulk não é uma história de origem. Então, fica subentendido que o filme de 2004 é o início de tudo, não? Nem sim, nem não. Produtores, diretor e atores preferem dizer que é outra história, que a trama se aproxima da série de TV etc. Mas tirando a abertura, quase tudo se encaixa como numa seqüência.

O filme começa certinho de onde o primeiro parou, com Bruce Banner agora escondido na favela da Rocinha, no Rio de Janeiro (na verdade, a favela de Tavares Bastos). De maneira acidental, o cientista fugitivo contamina uma garrafa de refrigerante na fábrica onde trabalha e o exército americano acaba por localizá-lo (numa participação hilária de Stan Lee).

Tem início uma bela seqüência de perseguição, no melhor estilo "Ultimato Bourne", que enche os olhos do espectador brasileiro ao mostrar a beleza da favela, com direito a propaganda gratuita dos colchões Ortobom.

Os personagens principais da trama são apresentados (o sogro general Ross e o soldado problema Emil Blonski), Banner se transforma em Hulk já aos 15 minutos de projeção e a trama segue de volta aos EUA.

Alguns furos no roteiro depois, Banner se encontra na cola de Betty Ross (Liv Tyler), a mulher de sua vida, que seguiu sua estrada e está envolvida com um psiquiatra chamado Leonard Samson (que nos quadrinhos se torna o Dr. Sansão).

Mais uma vez, o sogrão aparece e a festa acaba, numa das melhores e mais violentas seqüências do filme, quando o Hulk mata alguns soldados e mostra sua verdadeira face de monstro.

Referências
O Incrível Hulk é o segundo filme da Marvel como estúdio - o primeiro foi Homem de Ferro. Isso significa que as referências ao universo da Casa das Idéias (leia Marvel) brotarão aos montes. Realmente, isso acontece cena a cena e é uma das coisas mais deliciosas de se ver (principalmente para os leitores de HQs).

Muitas pontes para futuras adaptações, tanto do Hulk como para outros personagens, aparecem no filme e o ator Robert Downey Jr. surge como o milionário Tony Stark numa cena formidável, encadeando as duas produções com o provável filme do Vingadores.

Há ainda citações do Capitão América e do "Projeto Supersoldado" e a apresentação do soro experimental que dá habilidades sobrehumanas a Blonski - na verdade, a substância que deu músculos a Steve Rogers nos quadrinhos.

A série de TV é lembrada à exaustão. Do tema musical, "The Lonely Man Theme", passando pelos jeans usados pelo Hulk (há até uma brincadeira sobre as calças roxas) e o repórter Jack McGee até a maquina de radiação gama que mais parece uma cadeira de dentista. Está tudo lá. Até mesmo o ator Lou Ferrigno, que tem uma ponta no filme, novamente como segurança, faz a voz do verdão - sim, ele fala, pouco, mas fala.

A pancadaria come solta na meia hora final, com Banner se rendendo ao monstrão para salvar Nova York de Blonski, devidamente transformado no Abominável (sem as orelhas de peixe). Os prometidos 27 minutos de luta não existem (são, mais ou menos, uns 10), mas é uma seqüência digna para o personagem.

Ao final, O Incrível Hulk é um filme bom. Não tem o equilíbrio perfeito entre drama e ação de um Homem-Aranha 2, mas está muitos níveis acima de Demolidor, Elektra e Justiceiro.

Um filme inferior artisticamente à adaptação de 2004, mas que cumpre muito bem o que promete - tudo o que você vê no trailer realmente acontece, daquele jeito e com aquele clima. E isso é muito positivo, se lembramos, por exemplo, de Motoqueiro Fantasma.
[atualizado!]
eudiáriorecomenda
Duffy - Rockferry

O álbum de estréia dessa galesa de 24 aninhos e voz de cantora soul dos anos 50, que ficou conhecida após uma apresentação no Later with Jools Holland, chegou às lojas em dezembro passado.

De primeira, o single Rockferry, que abre e dá nome ao disco, alçou o topo da parada européia dos mais vendidos e mais tocados.

A crítica especializada (tá!) baba e diz que a menina é a resposta natural para as "porralocas" e deslumbradas pela fama Amy Winehouse e Lilly Allen.

Comparações à parte, Rockferry é um disco delicioso, profundo, nostálgico, mas antenado com a modernidade. E as canções embaladas pela voz meio gasgueta da loirinha são uma delícia de se ouvir.

É difícil destacar alguma canção, pois todas têm o mesmo peso na qualidade. Mas Warwick Avenue, o terceiro single, é realmente de fazer chorar a perda de um amor; e a singela Syrup and Honey e a fabulosa Distant Dreamer, que fecha o trabalho, são desde já as minhas favoritas.

Compre, baixe, ouça e se encante com Aimee Anne Duffy (ou simplesmente Duffy).

Abaixo, você confere o vídeo de Warwick Avenue, que saiu mês passado. Preste atenção na expressão da garota. Não vejo nada tão verdadeiro num vídeo desde Nothing Compares 2 You, de Sinead O'Connor.

Infelizmente, a gravadora solicitou a retirada do vídeo em sites e blogs. Mas você pode conferi-lo diretamente no YouTube, clicando aqui. Para não passarmos em branco, abaixo Duffy canta Warwick Avenue no programa de Jools Holland. Boa diversão.

Quarta-feira, Junho 11, 2008


Tão óbvia e ruim que dá raiva

Anunciada com muita pompa como superprodução e como uma espécie de CSI brasileira, que retrataria "a verdade sobre a polícia", 9 MM São Paulo é uma série mal feita, com roteiro equivocado, uma péssima direção de atores e uma falsa câmera na mão que, se não causa náusea, enche o saco.

O episódio de estréia, "Aqui Se Faz, Aqui Se Paga", mostra uma tentativa frustrada dos produtores em entregar um produto inovador na televisão brasileira, mas que só consegue ser um derivado pobre da série americana The Shield, e que está mais para Turma do Gueto do que para Tropa de Elite.

Não, não há realidade alguma da polícia brasileira. Nem mesmo há menção da existência da Polícia Militar, pra se ter uma idéia. E os policiais usam os distintivos pendurados nos pescoços ou presos à cintura, como os durões do cinema John McLane e Martin Riggs, de Duro de Matar e Máquina Mortífera, respectivamente.

A equipe principal não poderia ser mais insossa. Um delegado monossílabo, uma modelo no papel de uma agente durona, um galã de novela da Record como o policial gostosão - que rende uma cena de sexo gratuita a pouco mais de dez minutos de duração - e um agente mais experiente e amargurado, vivido por Norival Rizzo, talvez o melhor ator do episódio.

A equipe investiga o assassinato de uma suposta modelo e acaba descobrindo ligações com o estupro de uma menina de 11 anos - aliás, a primeira cena do episódio, muito mal feita.

Pela recepção do público, a série (ou minisérie, sei lá) terá vida curta. Basta uma olhada no fórum do Mundo Fox para ver que as críticas foram muitas - e muito pesadas. Chegaram a chamar o episódio de Hermes e Renato. Cá para nós, uma ofensa para a turma de humoristas da MTV Brasil.

O site da Fox mantém uma página especial para a série, onde é possível conferir o primeiro episódio (quem tem banda larga, claro).

Clique aqui e siga para lá.

Sexta-feira, Junho 06, 2008

Viva La Vida...
Or Death And all His Friends
Coldplay segue a trilha do U2 (e dá certo)

Tudo bem, só surdo mesmo para não perceber a do U2 no som dos tranquilos do Coldplay. Mas talvez agora, sob a produção do papa do som ambiental Brian Eno, essa ponte esteja mais clara - Eno produziu pelo menos meia dúzia de álbuns para os irlandeses.

Viva La Vida or Death And All His Friends, que chega às lojas físicas no dia 11, quarta-feira que vem, mostra uma faceta não tão diferente do grupo inglês, mas uma roupagem talvez mais criativa - uma característica de Eno.

E em algumas faixas, como Life In Technicolor, que abre o álbum, e Cemeteries of London, tem-se a impressão de que se trata de um álbum do U2 - estão lá a parede sonora composta por uma guitarra em delay, um violão quase inaudível, um baixo bem encaixado e uma bateria percussiva.

A opção da banda por um disco mais conceitual e sonoramente mais expressivo que o anterior X & Y, de 2005, que apenas repetia fórmulas.

Mas o melhor é que tudo funciona e a identidade da banda se mantém - talvez graças, sobretudo, ao vocal carismático de Chris Martin. E o mais importante é que Viva La Vida lembra U2, mas não parece uma simples cópia do grupo de Bono.

Em Lovers In Japan/Reign of Love, uma faixa com quase sete minutos, a idéia do disco conceitual fica evidente, com uma mudança de ritmo que lembra o rock progressivo, mas dentro de um apelo pop mais acessível.

Já em Yes, um arranjo de violinos/rabecas com um certo toque árabe fazem da canção uma pérola dentro da obviedade que costuma ser o cancioneiro do Coldplay.

Um álbum vigoroso, criativo e, acima de tudo, delicioso de ouvir.

Ah, o título "Viva La Vida" foi extraído de um quadro da artista plástica mexicana Frida Kahlo, citada abertamente pela banda como uma das influências do álbum. E a pintura da capa é a pintura "La Liberté Guidant Le Peulpe", de autoria do francês Eugene Delacroix.

Mas se você anda com pouca grana, não se preocupe. O novo trabalho poderá ser conferido esta noite na página do grupo no MySpace (www.myspace.com/coldplay).

Quinta-feira, Junho 05, 2008

WANTED
Novo trailer detona!

Sim, apesar de ser um tanto purista no que diz respeito a adaptações de quadrinhos, estou apostando que Procurado será uma boa surpresa nos cinemas.

Os olhares atravessados e as críticas oriúndas da web caíram por terra depois deste novo trailer, que traz uma narrativa mais certinha e Morgan Freeman explicando, detalhe por detalhe, do que a trama realmente se trata.

Não precisava de tanto, pois as imagens detonam. Mas, ainda assim, foi válido pelo crédito ganho.

Procurado estréia mundialmente no dia 27 deste mês.

Ah, confira o trailer logo abaixo.


Quarta-feira, Junho 04, 2008


Delmar Marques 1948-2008

Perdi um amigo grande.

Grande na personalidade. Grande na risada. Grande nas aspirações. Grande no coração.

Como vivíamos em uma cidade também grande, mantínhamos o hábito de trocar ligações sempre no Natal - para ver como estávamos e quão grande estávamos.

Perdi também um dia hoje.

Ao saber que ele morreu no dia 8 de abril, internado no Incor, à espera de um coração - tão grande quanto ele precisava.

O coração não veio. E ele partiu. Sozinho.

Se antes, em sua presença, eu já me sentia pequeno, imagine agora sabendo que não pude sequer vê-lo antes de sua partida.

Porque apesar de vivermos numa cidade verdadeiramente grande, não devemos nunca deixá-la se maior do que nós.

Siga em paz, meu amigo, siga em paz.

Espero que me perdoe.

Alessandro, eu e Delmar na era de ouro